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Zona Franca de Manaus: Medindo o Impacto da Política Pública para a Indústria Brasileira

Relatório do Climate Policy Initiative (CPI) mostra que as isenções e benefícios fiscais concedidos para empresas se instalarem na Zona Franca não se traduz em maior eficiência produtiva e energética


Política industrial comum a vários países, a zona franca é uma área na qual empresas recebem incentivos fiscais que estimulem o comércio e acelerem o desenvolvimento de uma região. Esse modelo, no entanto, tem sido questionado em relação à sua eficiência. Recém lançado pelo Climate Policy Initiative (CPI), o relatório “Zona Franca de Manaus: Medindo o Impacto da Política Pública para a Indústria Brasileira” analisa exatamente isso, a partir de algumas premissas: histórico conciso da ZFM e sua história de mais de meio século; evolução da eficiência produtiva e da eficiência energética para a indústria no Brasil e na ZFM entre os anos 2003 e 2015; apresentação dos setores industriais mais relevantes da ZFM; análise e comparação das eficiências produtivas e energéticas da ZFM e do Brasil para os setores selecionados; expansão do conceito de zona franca, explicando como o modelo se transforma em diferentes países. A conclusão não é animadora para a Zona Franca de Manaus. A indústria brasileira e a ZFM não apresentam diferenças em relação à eficiência produtiva e energética. O mesmo se observa ao analisar apenas os setores mais expressivos da ZFM: duas rodas, áudio e vídeo, comunicação, bebidas não alcóolicas e plástico. Ou seja, o efeito das isenções e benefícios fiscais concedidos à Zona Franca “não se mostram suficientes para induzir a uma melhoria na eficiência das firmas em nenhum dos setores mais relevantes”.

Confira o relatório na íntegra.


Crédito: EBC

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