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Workshop internacional da EPE, com apoio do iCS, destaca desafios e metas para eficiência energética


A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) organizou nessa terça-feira (27 de setembro), com apoio do iCS, o Workshop Internacional “O  Papel da Eficiência Energética na Economia de Baixo Carbono do Brasil”. Com auditório lotado – aproximadamente 150 participantes –  e transmissão ao vivo via streaming no canal do Observatório do Clima no Youtube, o evento trouxe luz ao debate com quatro mesas: “O  cenário internacional da eficiência energética”, “A INDC brasileira e os desafios da eficiência energética”, “Eficiência Energética: como o  Brasil pode avançar?” e “Instrumentos financeiros para investimento em eficiência energética”.


 “Viemos discutir o papel da eficiência energética no cumprimento de metas que estão colocadas na INDC brasileira, compromisso do  Brasil perante as Nações Unidas e dentro da Convenção de Paris. Esse é um momento muito importante em função da relevância  oferecida a esse tema, que na história brasileira tem sido deixado como parte secundária das ações em energia. Nós, do iCS, o vemos  como um marco para que o Brasil possa avançar em direção a uma economia de baixo carbono, incorporando as medidas e políticas de  eficiência energética como parte do DNA de sua economia”, disse Roberto Kishinami, coordenador do portfólio de Energia Elétrica do  Instituto Clima e Sociedade.


Ana Toni, diretora-executiva do Clima e Sociedade, participou da Sessão de Abertura ao lado de Luiz Augusto Barroso, presidente da EPE, e Eduardo Azevedo Rodrigues, secretário de Desenvolvimento e Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia. Segunda ela, o Acordo de Paris, que deve entrar em vigor muito brevemente, trouxe duas importantes mensagens: a necessidade de tratar mudanças climáticas como pauta de desenvolvimento e economia, e todos os temas transversais, não apenas ambiental; e a certeza de que deveremos seguir para um futuro sustentável, no qual a eficiência energética e a energia renovável são pilares fundamentais.

Ana Toni, diretora-executiva do Clima e Sociedade, participou da Sessão de Abertura ao lado de Luiz Augusto Barroso, presidente da EPE

“O importante nesse momento é começar a implementar a INDC no país o mais rápido possível. O Brasil, infelizmente, é um dos países mais improdutivos no tema de eficiência energética, mas queremos mudar esse rumo”, avaliou.


A EPE lembrou, na voz de seu presidente, que agora o Brasil tem uma meta de eficiência energética, e é preciso cumpri-la, para “depois tentar dobrá-la”. Segundo Barroso, as hidrelétricas passam a ser soluções menos viáveis com a percepção da finitude de recursos naturais como a água. “Isso gera oportunidade adicional para as fontes de energia renováveis, e isso cria oportunidade de ouro para a eficiência energética entrar como reforço adicional. O custo para implementação de ações de eficiência é competitivo face aos recursos que temos para expansão”.


Há barreiras, no entanto, como financiamento, aversão ao risco, desconhecimento e desinformação. Por isso, a EPE deseja entender como fazer um plano de ação factível, com custos claros para o cumprimento de cada meta. Assim, é possível comparar com os benefícios e, deste modo, tratar a eficiência energética como recurso.


O evento contou ainda com as participações de:


Brian Motherway (Chefe do Departamento de Eficiência Energética da Agência Internacional de Energia);


Dan Hamza-Goodacre (representante da ClimateWorks Foundation, um dos financiadores do iCS, que falou sobre a importância da filantropia para a eficiência energética ao redor do mundo e mostrou resultados práticos em países como a Índia);

Ricardo Gorini (Diretor de Estudos Econômicos e Ambientais da EPE);


Benoît Lebot (International Partnership for Energy Efficiency Cooperation – IPEEC);


Gilberto Jannuzzi (Diretor Executivo da International Energy Initiative – IEI);


Jeferson B. Soares (Superintendente para Economia Energética da EPE);


Leonardo Alonso (Gerente da Área de Energia, Departamento de Energia Elétrica do BNDES);


Linda Murasawa (Superintendente de Sustentabilidade do Santander Brasil);


Aurélio Calheiros de Melo Junior (Assessor da Superintendência de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da SPE ANEEL).


As jornalistas Sônia Bridi, da Rede Globo, e Daniela Chiaretti, do jornal Valor, foram as facilitadoras dos debates.


A sessão de abertura e a mesa “O Cenário Internacional da Eficiência Energética” podem ser assistidas clicando aqui.

As mesas “A INDC brasileira e os desafios da eficiência energética”, “Eficiência Energética: como o Brasil pode avançar?” e “Instrumentos financeiros para investimento em eficiência energética” estão disponíveis aqui.


O workshop foi pauta de várias matérias, incluindo:


Governo discute como reduzir emissões em plano nacional de eficiência energética”, publicado no Valor Econômico, e “EPE quer ser o centro de discussões sobre eficiência energética”, do Canal Energia.


As apresentações feitas durante o workshop estão disponível no site do EPE.

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