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Um Só Planeta lança Sem Climão

Nova série mensal de lives do Um Só Planeta começou falando sobre a COP 26 com debatedores de peso: Sergio Besserman, do Climate Reality Project Brasil, e Ana Toni, do iCS


Todo mês agora tem novidade no Um Só Planeta, o maior movimento editorial brasileiro para promover práticas sustentáveis e enfrentar a crise climática: a série mensal de lives #Sem Climão, com os membros do Conselho Científico do projeto. E o encontro de abertura foi de altíssimo nível: Marcos Coronato conversou com Sérgio Besserman, coordenador estratégico do Climate Reality Project-Brasil e Curador de clima e sustentabilidade do Museu do Amanhã, e Ana Toni, diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade. Ana contou sobre a visita do presidente designado da COP 26 Alok Sharma, e o que se espera desta próxima reunião da Ana.


“O próprio Alok falou sobre os cinco temas que, para ele, definirão o sucesso ou não da COP. O primeiro é que a COP deixe viva a esperança de manter o aumento médio da temperatura em 1,5ºC. O segundo é o financiamento para as ações necessárias; tem os 100 bilhões de dólares anuais até 2025 que os países desenvolvidos prometeram aos países em desenvolvimento, e ele pretende entregar isso. O terceiro tema é sobre adaptação, não apenas os projetos dos países, mas recursos para isso. Depois, é mostrar que países muito pobres e que nunca provocaram mudanças climáticas, como ilhas, precisam agora lidar com consequências enormes, inclusive perda de terras – esse grande passivo ambiental. E por fim, mas não menos importante, é o fechamento das regras do Acordo de Paris, em particular o que chamamos de Artigo 6, que é o Mercado de Carbono global e suas regras. Este é o único capítulo ainda não fechado em termos de negociação”, explica Toni.

Besserman, por sua vez, foi claro: a humanidade lida pela primeira vez com um desafio no qual não é dona da agenda. “E, na verdade, não manda um milímetro na agenda. A agenda é determinada pela concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Daí em diante a humanidade escolhe se vai continuar emitindo e etc. Todo o ritual político, de negociações diplomáticas, desta vez é diferente. O que esquenta o planeta não é o quanto estamos emitindo de gases de efeito estufa, é o estoque deles na atmosfera e eles demoram tempos diferentes para decair”, diz.


Assista, vale a pena!