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Campanha Travessa Cilada

Instituto Corrida Amiga mapeou 117 travessias de pedestres em semáforos fechados e garante: o tempo necessário para caminhadas seguras é muito maior


O Instituto Corrida Amiga, em parceria com articuladores locais, desenvolveu a campanha Travessa Cilada, com o objetivo de demonstrar que, nas cidades brasileiras, os curtos tempos dos semáforos para travessia de pedestres não garantem a segurança das pessoas nas ruas, em especial de crianças e idosos. Ao todo, 117 travessias foram mapeadas em 14 cidades brasileiras, e o estudo completo está sendo encaminhado aos órgãos locais. A CET de São Paulo, inclusive, recebeu os dados brutos e já arrumou os tempos de três locais mapeados na campanha. O objetivo final é mobilizar a população sobre a importância de garantir tempos semafóricos seguros e adequados aos pedestres.


A primeira edição da campanha Campanha Travessia Cilada promovida pela ONG Corrida Amiga, de São Paulo, listou as piores travessias do Brasil, identificadas pela própria população, do ponto de vista do tempo de espera e da velocidade para atravessar a pé. O objetivo central da campanha foi mobilizar as pessoas sobre a importância de garantir tempos semafóricos seguros e adequados para os pedestres.


A campanha ocorreu de 4 a 11 de novembro e reuniu 14 cidades brasileiras em um total de 177 travessias. Como resultado a média do tempo de espera para pedestre calculado em São Paulo foi de 1 minuto e 30 segundos. Enquanto em média a travessia tem que ocorrer em 6 segundos de verde nos semáforos para pedestres.


Segundo o estudo, os piores tempos de espera encontrados foram encontrados nos seguintes pontos da capital paulista:


● Rua Heitor Penteado, 2111 - Sumarezinho 9m40s

● Rua Rosa Galvão Bueno Trigueirinho com Av. Nações Unidas 6m00s

● Av Olavo Egídio de Souza Aranha 1741 - Vila Cisper 5m03s

● Av Nordestina, 371 - São Miguel Paulista 4m20s

● Av Turiassu X Av Sumaré - Sumaré 4m15s

● Rua Oscar Freire com Rua Professor Rubião Meira 3m45s

● Cruzamento Luís Murat X Henrique Schaumann 3m43s

● Av Heitor Penteado, 1192 3m28s

● Avenida Professor Francisco Morato, 176 3m22s

● Av Guido Caloi, 1002 2m45s


Além dos tempos mapeados outros dados reforçam a má qualidade nas travessias de pedestres: Segundo relatório do Infosiga já foram registradas 254 mortes de pedestres em São Paulo em 2019, sendo 40% deles pessoas idosas, um aumento de 11% em relação ao ano anterior no número de atropelamentos. Outro estudo aponta que o tempo semafórico em São Paulo é calculado com base na velocidade de 1,2m/s, não adequado para, por exemplo, idosos que caminham em média 0,75m/s.


Por isso, o Instituto reforça que além de olhar para os tempos de espera é necessário analisar a questão de forma mais ampla, considerando outras possibilidades de melhorias como: redução nos tempos de espera para travessia de pedestres, adoção de semáforos sonoros e substituição do vermelho piscante por verde piscante, com contagem do tempo restante para travessia .

Veja o relatório completo.

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