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Sínodo da Amazônia

Encontro mundial da Igreja Católica tem como tema a destruição da floresta. A Purpose juntamente com o Movimento Católico Global pelo Clima (GCCM) pretende engajar religiosos com campanhas de comunicação


Crédito: Andreas Solaro | AFP

“Um problema mundial”. Diante do aumento do desmatamento e do avanço das queimadas, foi assim que o papa Francisco classificou a devastação da floresta amazônica. Não é à toa, portanto, que a Igreja Católica vai se reunir ao longo de todo o mês de outubro para discutir os problemas da região, a partir do tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral”.


Lideranças indígenas, organizações da sociedade civil e pesquisadores, como o climatologista Carlos Nobre, estão entre os convidados que vão participar do Sínodo da Amazônia e oferecer aos religiosos uma visão mais precisa sobre os conflitos e os desafios ambientais na região.

O encontro está mobilizando muitas esferas e grupos progressistas que fazem parte da Igreja, como o Movimento Católico Global pelo Clima (GCCM).


Com apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS), A Purpose juntamente com o GCCM está desenvolvendo campanhas de comunicação voltadas especificamente para o público católico, com o objetivo de conscientizar e engajar leigos e religiosos em relação às mudanças climáticas.


ENTENDA MELHOR

O que é o Sínodo da Amazônia?


O Vaticano convidou bispos de todas as dioceses do mundo até Roma para um diálogo sobre a Amazônia e seus povos. Esse encontro, ou sínodo, é oficialmente intitulado “A Amazônia: novos caminhos para a Igreja e a ecologia integral”.


Este é o primeiro sínodo no qual a ecologia integral será aplicada a um local específico da criação. Esse é um marco para a Igreja. O sínodo será realizado de 6 a 27 de outubro, e a semana do dia 13 será dedicada à ecologia integral.


O Sínodo é guiado por um documento preparatório e um instrumentum laboris. O documento preparatório inclui uma lista de perguntas que foram discutidas com comunidades locais na Amazônia, para assegurar que o Sínodo responda às preocupações locais. O instrumentum laboris faz uso dessas discussões e da Doutrina da Igreja para guiar o diálogo dos bispos.

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