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Justiça Climática: gênero, raça e classe na agenda do clima

Confira como foi o painel sobre gênero, raça, classe e clima, na COP25. Saiba também sobre a participação de veículos periféricos na cobertura de pautas sobre justiça climática


Uma matéria publicada na Página 22 e escrita por Fernanda Macedo, coordenadora de comunicação e advocacy da Coalizão Brasil, deu visibilidade à mesa sobre Justiça Climática no Brazil Climate Action Hub. O debate “Justiça climática: as interseccionalidades de gênero, raça e classe na agenda do clima” foi moderado por Andreia Coutinho (iCS) e teve a participação de Henrique Silveira, diretor-executivo da Casa Fluminense, Karina Penha, coordenadora do GT de Clima do Engajamundo, e Monica Rodrigues, cofundadora e promotora do movimento Ecofeminista em Madagascar e Cabo Verde.


A Página 22 reforçou que a realidade da mudança climática não será igual para ricos e pobres, mulheres e homens. Durante a mesa, Henrique, da Casa Fluminense, mostrou um mapa que ilustra o racismo estrutural – dos quase R$ 10 bilhões investidos em mobilidade urbana na cidade do Rio de Janeiro após as Olimpíadas, R$ 8,5 bilhões foram utilizados na expansão do metrô até a Barra da Tijuca, bairro de classe média alta, e apenas R$ 1,2 bilhões foram investimentos em melhorias dos trens da Supervia, que atendem muitas pessoas de regiões de classes mais baixas.



Já Penha, por sua vez, é jovem maranhense, negra e estudante de biologia e se descobriu como mulher negra dentro da causa ambiental, ao observar a falta de representatividade. Rodrigues também falou da situação de vulnerabilidade das mulheres na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, uma classe muito desvalorizada. E Coutinho finalizou com a importância da representatividade.


“A justiça climática, no contexto da COP, seria os negociadores considerarem como princípio fundamental a interseccionalidade. Não decidir apenas os avanços no Acordo de Paris, mas também exigir uma maior representatividade de gênero e raça entre os tomadores de decisão”.

A COP, aliás, também teve jornalistas de veículos alternativos e periféricos fazendo a cobertura e buscando pautas sob as lentes da justiça climática. Confira as publicações de Jefferson Barbosa, da Perifa Connection, Alma Preta e Énois. Os coletivos receberam apoio do ClimaInfo e do iCS.

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