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Retrocessos na NDC brasileira de 2022

Atualizado: 12 de abr.

O Instituto TANALOA e o Política por Inteiro analisaram tecnicamente o documento e mostram como as ambições são menores e quais as recomendações para as próximas


A NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, que apresenta as metas de um país para reduzir as emissões de gases do efeito estufa no âmbito do Acordo de Paris) brasileira de 2022, além de permitir mais emissões em relação ao compromisso de 2016 (314 milhões de toneladas de CO2eq a mais para 2025; e 81 milhões de toneladas de CO2eq para 2030), não internaliza os compromissos assumidos pelo próprio governo do Brasil durante a COP 26: zerar o desmatamento em 2030 e reduzir as emissões de metano em 30% até 2030. Esta é uma parte da análise do Instituto TANALOA e Política por Inteiro, que traz recomendações para o ajuste da NDC, como a reabertura do diálogo com a sociedade civil, por meio de consultas públicas em atualizações futuras. Leia aqui.


“Os números não mentem: o Brasil está prometendo um corte nas emissões inferior ao que havia prometido quando assinou o Acordo de Paris. Isso viola claramente o Art. 4.3 do Acordo que exige metas progressivas no tempo. Nesse Acordo, não há qualquer exceção ao dever de progredir nas metas. Isso é da própria lógica do mecanismo de alavancagem da ambição do Acordo”, avalia Caio Borges, coordenador do portfólio de Direito e Clima do iCS.