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Rede de Organizações pela Eficiência lança relatório sobre eficiência energética

Atualizado: há 7 dias

“A hora e a vez da eficiência energética” apresenta o papel da eficiência no enfrentamento da crise hídrica e no aumento da resiliência do sistema elétrico

O relatório sobre o papel da eficiência energética no enfrentamento da crise hídrica e no aumento da resiliência do sistema elétrico traz recomendações que permitem à eficiência energética cumprir papel relevante para a segurança do sistema elétrico frente às recorrentes crises hídricas.

Entre as medidas em destaque, estão:

[1] Prioridade à Eficiência Energética

A reestruturação das políticas públicas existentes, inclusive sua governança, é passo fundamental. Hoje, prevalece uma realidade de políticas desagregadas, que não conversam umas com as outras e que acabam pouco efetivas. A racionalização dessas políticas depende da:

  • Unificação do Programa de Eficiência Energética (PEE/ANEEL), que busca promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia, e do PROCEL ( Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica coordenado pelo Ministério de Minas e Energia – MME e executado pela Eletrobras) em um só programa nacional de eficiência energética. Paralelamente, unificação dos padrões mínimos de eficiência energética (MEPS), etiquetagem INMETRO e Selo PROCEL num único programa de eficiência energética de equipamentos, máquinas e edificações, incluindo a obrigatoriedade da etiquetagem.

  • Criação de um Fundo Gestor desses programas, a ser mantido com os recursos que as concessionárias de distribuição destinam para o PEE/ANEEL/PROCEL/Eletrobras, além das verbas orçamentárias que hoje são usadas para manter os demais programas.

[2] Medidas Emergenciais

  • Atualização imediata dos MEPS para ar-condicionado e refrigerador, associada a uma campanha massiva de engajamento do consumidor. O ar-condicionado ganhará importância no consumo ao longo dos próximos verões, o que torna urgente níveis mínimos de eficiência compatíveis com os melhores padrões mundiais.

  • Retomada do horário de verão. Essa medida, acompanhada de campanha para a redução do consumo, pode resultar em economia da ordem de 5% do consumo total, suficiente nesse momento para manter o risco de apagões na faixa (histórica) abaixo de 5%.

[3] Aumento da resiliência do sistema elétrico

  • Inclusão da eficiência energética e da geração distribuída nos próximos leilões de capacidade.

  • Realização de leilões de eficiência energética, especialmente o de Roraima que está planejado há três anos.

  • Execução do Projeto Prioritário de Hospitais, proposto para o PEE/ANEEL.

  • Elaboração de Planos Municipais de Energia, compreendendo gestão energética, critérios de eficiência nas compras e aquisições públicas, inclusão de códigos de energia nas posturas e códigos de obras municipais.

Assinam o relatório o Fórum de Energias Renováveis, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), International Energy Brasil (IEI), Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), Mitsidi Projetos e o iCS, instituições que formam a Rede de Organizações pela Eficiência.

Para ler o relatório, clique aqui!