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Rede Kigali apresenta proposta final de revisão de etiquetagem para refrigeradores

Portaria publicada pelo INMETRO, no entanto, fica muito aquém das demandas da Rede, com prazos de 10 anos para que as etiquetas brasileiras adotem os padrões mais exigentes da U4E

A Rede Kigali participou de audiência pública do INMETRO e apresentou a proposta final de revisão da etiquetagem para refrigeradores. No dia 15 de julho, uma reunião consolidou o texto final da portaria com as organizações, empresas e pessoas físicas que contribuíram. O processo foi longo. De 29 de março a 31 de maio, o órgão colocou a proposta de revisão da etiqueta em Consulta Público para receber contribuições da sociedade civil. Abaixo, é possível ver as diferenças entre a proposta que a Rede Kigali enviou para a revisão e a análise daquela aceita pelo INMETRO:

Propostas Rede Kigali

  • A partir de julho de 2022, o nível para a Classe A da etiqueta seguiria os critérios mínimos do Energy Star de 2014, um padrão internacional de consumo eficiente originado nos Estados Unidos, e sem as subclasses A+, A++ e A+++, que podem confundir o consumidor;

  • A partir de 2024, seriam adotados integralmente os critérios da U4E da ONU, sem todos os fatores inseridos pelo INMETRO para esta fase.

Análise da Portaria INMETRO

  • De junho de 2022 a 2025, a classe A da atual etiqueta é dividida em A, A+, A++ e A+++ e as demais regras são mantidas;

  • De 2026 a 2030, as subdivisões do A são eliminadas e volta-se ao A, B, C, D e E. As regras para calcular o índice de eficiência energética buscam se alinhar com as recomendações do programa de eficiência da ONU, o U4E (United for Efficiency), mas inserem fatores novos que enfraquecem bastante essas recomendações;

  • A partir de 2031: regras do U4E, mas ainda mantendo alguns desses fatores novos que enfraquecem a eficiência energética dessas recomendações.

Infelizmente, a portaria publicada ficou muito distante do que o sugerido pela Rede, especialmente em relação aos prazos para equipamentos mais eficientes: serão 10 anos até que as etiquetas brasileiras adotem os padrões mais exigentes da U4E – até lá, é possível, porém, que eles já estejam defasados e haja outros mais atuais e robustos. A Rede Kigali fez um convite de diálogo aos fabricantes presentes na reunião que tenham interesse em antecipar os prazos das etiquetas e tornar mais eficientes seus equipamentos.


Créditos: Inmetro