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Ricardo Salles deixa o Ministério do Meio Ambiente

Em junho, chegou a notícia que a sociedade civil organizada tanto sonhava: Ricardo Salles pediu demissão com legado sombrio e inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal


Em junho veio a notícia que grande parte dos brasileiros ansiava: Ricardo Salles foi exonerado do cargo de Ministro do Meio Ambiente após dois anos e meio de desmonte da governança ambiental no Brasil. E saiu enrolado com a justiça, com dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, incluindo a facilitação de extração e venda ilegal de madeira na Amazônia – até nisso, sua demissão foi estratégica: ao perder o foro privilegiado, seus processos andam a passos lentos, sem clareza de qual instância deve agora julgá-los. Fato é que o legado deixado por Salles é sombrio, para dizer o mínimo. Sob seu comando, a pasta ambiental viu dois anos de desmatamento em alta (que, mesmo após sua saída, continua subindo), recordes sucessivos de queimadas na Amazônia, 26% do Pantanal carbonizado, emissões de gases de efeito estufa em alta e a frase que marcou sua gestão: deixar a “boiada passar”, em um sinônimo de desrespeito às leis e à destruição ambiental. Não deixa um pingo de saudades.


O atual ministro, Joaquim Leite, mostra-se mais aberto ao diálogo sobre controle de desmatamento e outras questões relacionados ao clima.


Crédito: Wikimedia Commons