• iCS - Clima e Sociedade

Estudo aborda sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem

Estudo da CLASP avalia o programa de etiquetagem para ar-condicionado e as oportunidades de aumentar a eficiência energética no setor no Brasil. Faça o download gratuito da publicação!



A CLASP publicou o estudo “Avaliação do Programa Brasileiro de Etiquetagem para Ar-Condicionado” com o objetivo de monitorar a evolução e os impactos da etiqueta comparativa do Programa Brasileiro de Etiquetagem e do Selo de Endosso Selo Procel. Além disso, o trabalho também avalia oportunidades para aumentar a eficiência energética no Brasil, identificando as melhores práticas internacionais. Entre as principais conclusões, está o fato de que as etiquetas têm sido eficazes na redução da demanda de energia elétrica e têm forte influência no mercado de ar-condicionado mini-split. Notou-se também que, atualmente, o Programa Brasileiro de Etiquetagem e o Selo Procel não estão promovendo condicionadores de ar Split de alta eficiência. Faça o download o estudo completo.


“Este estudo da CLASP traz uma análise abrangente sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem e o selo Procel à luz de boas práticas internacionais. O trabalho tornou possível avaliarmos caminhos de melhoria de ambos os programas. Para citar um exemplo, uma das recomendações feitas é a estruturação de regras e procedimentos para a revisão periódica desses programas, o que hoje não existe, diz Kamyla Borges, coordenadora do Projeto Kigali.

O INMETRO, responsável pelo Programa de Etiquetagem, acredita que, com os dados do Kigali, será possível revisar as metas.

"É de fato conhecido que o uso cada vez maior do ar-condicionado impactará dramaticamente a vida dos brasileiros, assim como está acontecendo em praticamente todo o mundo. Para que nos adaptemos a essa realidade, são necessárias ações do setor produtivo, dos consumidores e do governo. Nesse contexto, torna-se particularmente estratégico o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro, pois a etiquetagem de eficiência energética contribui com informações úteis que são utilizadas pelos consumidores para incentivar a fabricação de aparelhos cada vez mais econômicos. O Projeto Kigali está provendo as análises e dados que servirão de base para as decisões do INMETRO no PBE, tanto para revisar os níveis de eficiência da etiqueta quanto para aperfeiçoar a metodologia de ensaios prevista na regulamentação atual, de modo a favorecer as tecnologias mais eficientes. Temos uma oportunidade única, proporcionada pelo Projeto, de unir o governo, a indústria, o meio acadêmico, laboratórios, nossos parceiros do Procel/Eletrobras, entidades de defesa dos consumidores e outras da sociedade civil, em uma iniciativa que poderá provocar uma enorme transformação de mercado e economizar bilhões de reais nos bolsos dos brasileiros”, afirma Marcos Borges, Chefe de Divisão da Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf).

iCS - Instituto Clima e Sociedade 2020 | Todos os direitos reservados