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Pandemias, qualidade do ar e mudanças climáticas

IEMA tem sido fonte cada vez mais frequente de reportagens sobre a redução da poluição em cidades como São Paulo durante a quarentena; epidemias podem se tornar mais frequentes caso desmatamento e mudanças climáticas se perpetuem


A relação entre qualidade do ar e redução do convívio social tem sido estudada por cientistas no mundo todo, e no Brasil não é diferente. O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), por exemplo, tem sido fonte constante de reportagens sobre o tema. André Ferreira, por exemplo, falou para a Midia Ninja e a Folha de S. Paulo sobre uma indicação de melhoria na qualidade do ar em São Paulo, causada principalmente pela redução da atividade de transporte. Há, segundo ele, inúmeros aprendizados sobre o espaço público durante a crise: “Menos automóveis circulando geram menos ruído, uma melhor saúde respiratória, menos acidentes, atropelamentos, morte de ciclistas. Um conjunto de coisas que o frenesi do deslocamento gera de dados para a cidade”, explica em reprodução do Mídia Ninja. Para a Folha, André relata que caíram especialmente as emissões de monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio, e menos de material particulado. Ainda não há estudos que confirmem, mas especialistas sugerem que a redução total de poluentes em São Paulo pode ser de 30% a 50%, dependendo do tempo de isolamento social causado pela Covid-19.

Crédito: Mídia Ninja

A conexão entre cidades sustentáveis e pandemia foi tema de matéria publicada no portal Colabora. A reportagem cita o professor associado do Departamento de Epidemiologia do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Eduardo Faerstein, para afirmar que as epidemias podem se tornar cada vez mais comuns com a perpetuação do desmatamento e das mudanças climáticas. Segundo ele, a mudança de fronteiras agrícolas permite o contato entre o ser humano e áreas não habitadas anteriormente, onde há animais hospedeiros intermediários e transmissores de novos vírus. Já a mudança do clima, por sua vez, aumenta a temperatura e colabora para a proliferação de vetores como mosquitos. Seguir os princípios estabelecidos pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU é um caminho que reduziria o impacto de epidemias – lembrando que o ODS 11 fala justamente sobre cidades sustentáveis.

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