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Emissões nas alturas

Oitava edição do SEEG é lançada e mostra que, em 2019, o Brasil emitiu 9,6% mais gases de efeito estufa do que em 2018; desmatamento na Amazônia é um dos principais motivos

As emissões de gases de efeito estufa subiram 9,6% em 2019 no Brasil, primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, segundo o SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa). Os dados compõem a oitava edição da plataforma e foram apresentados durante extenso e importante debate no dia 06/11, no Youtube do Observatório do Clima.


Ao todo, o país lançou na atmosfera 2,17 bilhões de toneladas brutas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e), enquanto em 2018 o número havia sido de 1,98 bilhão. Está consolidada a reversão da tendência de redução das emissões no país verificada entre 2004 e 2010 – e deve confirmar o não cumprimento da meta da Política Nacional sobre Mudança do Clima para 2020.

“Estamos numa contramão perigosa. Desde 2010, ano de regulamentação da lei nacional de clima, o país elevou em 28% a quantidade de gases de efeito estufa que despeja no ar todos os anos, em vez de reduzi-la”, disse Tasso Azevedo, coordenador do SEEG. “No ritmo em que está e com os indicativos de que dispomos, o país não consegue cumprir a meta de 2020 e se afasta da de 2025.”

O crescimento nas emissões, como era de se esperar, foi puxado pelo desmatamento na Amazônia. Segundo Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), o descaso da administração Bolsonaro com a política ambiental também teve grande relevância, lembrando que o número apresentado pelo SEEG não apenas impacta os compromissos internacionais brasileiros, como também ameaça diretamente a reputação do agronegócio nacional.

O SEEG 8 foi desenvolvido por pesquisadores do IPAM, IMAFLORA, IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente) e ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade

Confira a apresentação na íntegra:



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