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Mudanças climáticas e alimentação: o que as PERIFERIAS podem ensinar em tempo de coronavírus




Os alertas de desmatamento na Amazônia bateram recorde no primeiro trimestre de 2020, mostram dados do Inpe. Os meses de janeiro, fevereiro e março apresentaram um aumento de 51,45% em relação ao mesmo período de 2019. E o que isso tem a ver com a comida que chega à nossa mesa e o atual contexto de pandemia? Grande parte das atividades que deixam esse rastro de desmatamento e fogo é voltada para a pecuária e agricultura extensiva. Ou seja: para criação de gado e plantação de soja, arroz, feijão – que no momento, segundo balanço da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) apresentam estoques abaixo do normal.  Com o real desvalorizado, as exportações são favorecidas, deixando os preços de alimentos básicos no Brasil elevados e inacessíveis para milhares de famílias. Num contexto de aumento acelerado da pobreza e, especialmente, da extrema pobreza, e aumento expressivo da população em situação de rua, o Brasil se encontra em uma situação de profunda vulnerabilidade alimentar. A pandemia do coronavírus só evidencia a ligação entre a saúde humana e a natureza, e nos provoca a repensar as bases do nosso sistema alimentar. É aí que a agricultura familiar e os circuitos locais de abastecimento têm se apresentado como soluções vitais para a crise. Qual é o maior desafio de pensar uma alimentação saudável no meio de uma pandemia que ressalta as desigualdades e a fome que existe no Brasil?  A quebrada sempre encontrou outras formas de alimentação, como as xepas e as PANCS. Como recobrar essas táticas de sobrevivência trazendo uma consciência de cuidado com o meio ambiente e o clima?   Para conversar sobre esses temas e sobre a importância de cobrir questões relacionadas a sistemas de produção sustentável e mais biodiversa, convidamos para a próxima edição do Redação Aberta online Valéria Marcoratti, presidente da Cooperapas – Cooperativa de Agricultores Orgânicos, Dimas Reis, formado em permacultura e terapias alternativas e co-fundador do coletivo Preto Império, na Brasilândia, e Kayam Mendes, residente da Énois que esteve na última edição da Conferência Brasileira do Clima e da Conferência das Nações Unidas pelo Clima, COP25.

Data: 06/05, das 19h às 20h30 Ao vivo no link: bit.ly/redacaoabertaonline

Minibiografia dos palestrantes:  Kayam Mendes Estudante de jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie, com bolsa integral do ProUni. Integrou uma das primeiras turmas da Énois, em 2009, no Capão Redondo, e acompanha esse momento de transição entendendo que é necessário se expandir para além dos encaixes do mundo acadêmico e corporativo. Interessado na agenda ambiental, participou da Conferência Brasileira do Clima e da Conferência das Nações Unidas pelo Clima, COP25 em 2019. Dimas Reis Tecelão de sonhos, facilitador de diálogos, tem como propósito criar espaços e ambiências onde as pessoas possam expressar sua essência, expressar seus propósitos coletivos e individuais. Nesse caminho sua formação segue pelas artes, permacultura, terapias alternativas, desenvolvimento de negócios e desenvolvimento comunitário. É co-fundador do coletivo Preto Império, na Brasilândia. Valéria Marcoratti Moradora de Parelheiros, formada em agricultura biodinâmica. Participou da fundação de Cooperapas – Cooperativa de Agricultores Orgânicos. Trabalha com agricultura orgânica, permacultura, turismo de base comunitária, saneamento básico alternativo e proteção animal.      #redacaoaberta #alimentacao #coronavirus #especialcovid #covid19nasperiferias #coronanasperiferias

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