• iCS - Clima e Sociedade

Kigali apresenta desafios e tendências para eficiência energética em sistemas AVAC-R no XVI CONBRAVA


A capacidade do setor industrial brasileiro para se adaptar à crescente demanda por maior eficiência energética em aparelhos de ar-condicionado promete ser um dos destaques da XVI edição do CONBRAVA – Congresso Brasileiro de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento de Ar. Esta é a aposta da equipe do Instituto Clima e Sociedade que, por meio do Projeto Kigali, marca presença no evento com a apresentação de dois artigos que avaliam os desafios, oportunidades e tendências para o setor público e privado ao longo dos próximos anos. Com o tema “Novas Tecnologias e Eficiência Energética em Sistemas AVAC-R”, o congresso, considerado o mais importante do setor na América Latina, reúne especialistas brasileiros e internacionais em mais de 50 palestras e debates acerca das principais tendências do setor em São Paulo entre os dias 10 e 13 de setembro.


Segundo Kamyla Borges, coordenadora do Projeto Kigali, a participação no CONBRAVA representa uma oportunidade única para apresentar a fabricantes, consumidores e projetistas as vantagens de investir em equipamentos com maior eficiência.


“Já não existe barreira tecnológica que impeça o Brasil de ter equipamentos mais eficientes. Os artigos no congresso mostram como e porque vale a pena investir em aparelhos de alta performance”, conta.

O primeiro destes documentos se refere a um estudo sobre a influência dos impactos regulatórios para níveis mínimos de eficiência energética adotados para equipamentos de ar-condicionado no Brasil. Os resultados indicam significativa redução dos gastos com geração e consumo de energia dos equipamentos de alta performance em relação ao demais, além de retorno de investimento de até R$ 57 bilhões no prazo de 15 anos para governos, consumidores e fabricantes.


“As horas de pico de uso de ar-condicionado no Brasil, como nos meses de dezembro a março, coincidem com o pico de demanda por energia, fazendo inclusive com que o sistema acione usinas termoelétricas. Ao optar por equipamentos mais eficientes, os gastos com energia elétrica são reduzidos e isso impacta o sistema todo, pois reduz também os gastos atrelados à geração desta energia sobressalente, além do impacto ambiental”, afirma Kamyla.

Desta forma, segundo a coordenadora, reduzir a demanda pode permitir a realocação de recursos para outros projetos de infraestrutura. “Fica claro que a escolha por equipamentos de ar-condicionado mais eficientes tem impacto positivo para a indústria, para os consumidores e para os governos”, conclui.


O segundo artigo apresentado aborda os processos de classificação e etiquetagem dos níveis de eficiência dos produtos no mercado brasileiro, comparando-os com padrões internacionais. O estudo aponta a necessidade de revisão destes indicadores, de modo a orientar os consumidores de maneira mais clara sobre os equipamentos mais adequados as suas necessidades.


“Hoje, a classificação A (de maior eficiência) abrange uma gama muito ampla de equipamentos, alguns muito eficientes e outros nem tanto. O consumidor não tem como avaliar o real potencial do aparelho apenas com a etiqueta. Outros programas, como o chinês, já apresentam parâmetros mais reais”, comenta.




Leia mais:

Por que a demanda por eficiência energética no mercado de ar-condicionado vai aumentar?

Política de incentivo à adoção de eficiência energética pode aquecer a economia brasileira

iCS - Instituto Clima e Sociedade 2020 | Todos os direitos reservados

  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • LinkedIn ícone social