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A importância do Artigo 6

Reportagem do jornal O Globo repercute o Artigo 6 do Acordo de Paris, que será tema de muitos debates na COP 26, e a posição do Brasil a respeito deste instrumento


Outro fator de importantíssima discussão sobre o Acordo de Paris é o Artigo 6, que regulamenta o Mercado de Carbono – atualmente entre os ativos cujos preços mais sobem nos mercados financeiros mundiais. Uma explicação para isso é não apenas a retomada dos países pós-pandemia (muitos já estão neste processo), mas também as maiores ambições assumidas ao redor do mundo para reduzir emissões até 2030 e compromissos para alcançar neutralidade de carbono até 2050.


O Brasil, mais uma vez, parece caminhar na direção contrária. O governo diz que as empresas que se adaptaram para obter MDLs (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) não tiveram mais compradores após a União Europeia parar de adquiri-los em 2012, e por isso pede que esses créditos sejam contabilizados de forma retroativa no Artigo 6. Gustavo Pinheiro, coordenador do portfólio de Economia de Baixo Carbono do iCS, explica que isso não faz sentido em reportagem do O Globo:


“Esse pleito é resultado de um lobby de quem certificou créditos para o mercado de Kyoto e não conseguiu vender. A comunidade científica entende que ele não faz sentido, o Artigo 6 nem sequer tem as regras estabelecidas, e serão mercados diferentes, com novo padrão de rigor. Kyoto tem várias falhas, incluindo produzir créditos sem lastro ambiental”, explica.

Leia a reportagem.