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Igarapé lança estudo sobre crimes que impulsionam degradação da Amazônia

Com base em 369 operações da Polícia Federal entre 2016 e 2021, artigo estratégico detalha as atividades ilegais que estimulam o desmatamento na Amazônia, como mineração


Grande parte do desmatamento na Amazônia é ilegal, isso é consenso. O Artigo Estratégico “O ecossistema do crime ambiental na Amazônia: uma análise das economias ilícitas da floresta”, no entanto, traz um raio-x das práticas que o estimulam, como extração ilegal de madeira, mineração ilegal (ouro, principalmente), grilagem de terras e atividades agropecuárias com passivo ambiental. O documento utiliza análise detalhada e inédita de 369 operações realizadas pela Polícia Federal entre 2016 e 2021 como base. Os dados mostram que o crime ambiental fomenta ou é fomentado por outros crimes, entre os quais destacam-se fraude, corrupção e lavagem de dinheiro. Confira!


É importante ressaltar que o momento pede, mais uma vez, o esforço da sociedade civil e de parlamentares para barrar o PL 191, que autoriza a mineração em terras indígenas. O deputado federal Ricardo Barros (PP) recolheu, no último dia 3, as assinaturas suficientes para protocolar na Mesa Diretora o requerimento para o PL entrar em tramitação em regime de urgência. Jair Bolsonaro, presidente da República, defendeu o caráter de urgência para o texto criado pelo próprio Poder Executivo sob o argumento de que há potássio na Amazônia (parte em terras indígenas), mineral que se utiliza para produção de fertilizantes – e, com a Guerra da Ucrânia, o Brasil e o mundo terão dificuldades para comprar os fertilizantes russos usados na agricultura. É preciso barrar a proposta.