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Green New Deal: mundo e Brasil

Primeiro Diálogos Futuro Sustentável do ano traz proposta de plano liderado pelo deputado Alessandro Molon e elaborado pela UFRJ para neutralizar as emissões de carbono até 2030

"Estamos caminhando para uma green economy global. Governos, mas também investidores privados, reconhecem que metas de proteção ambiental e climática não representam um obstáculo, mas sim um importante elemento para um desenvolvimento próspero da economia e para a paz social. As estratégias para a recuperação verde da Alemanha e da União Europeia são bons exemplos disso”, disse Heiko Thoms, embaixador da Alemanha no Brasil, na abertura da primeira edição do Diálogos Futuro Sustentável. O tema foi “Green New Deal: Um novo Acordo Verde para o mundo e para o Brasil”.


O deputado Alessandro Molon detalhou a proposta para o Brasil e os principais objetivos. Segundo ele, para que a economia brasileira se torne neutra em emissões de carbono, será necessária uma verba de R$ 509 bilhões por ano (o equivalente a 6,9% do PIB em 2019). Com isso, explica, seria possível criar 9,5 milhões de postos de trabalho, dos quais 5,4 milhões em ocupações formais, com salário médio de R$ 26,6 mil ao ano. São cinco os eixos temáticos: infraestrutura, cidades, uso do solo e florestas, transição econômica justa e sustentável e mudanças políticas e normativas.


Coordenador da equipe de economistas da UFRJ que elaborou o programa Green New Deal Brasil, o professor Carlos Eduardo Young reforçou que não há possibilidade de pensar o crescimento econômico dissociado do processo social e do processo ambiental, lembrando, por exemplo, dos desastres climáticos. “O custo dos desastres climáticos, apenas no que diz respeito a enchentes, inundações e deslizamentos de terra, que já foi estimado, é da ordem de dezena de bilhão de real subindo para centena de bilhão de real”, completa.

Assista ao evento completo, que teve mediação de Marina Marçal, coordenadora do portfólio de Política Climática do iCS, e abertura de Teresa Liporace, diretora de Programas no Instituto. Leia também reportagens no Valor, Metrópoles e CNN Brasil.