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Governo e sociedade civil na COP 26

Atualizado: 19 de nov. de 2021

Durante a COP 26, ganhou espaço a participação do parlamento, de governadores e de ativistas em apresentar propostas que possam incluir o Brasil em uma trajetória mais alinhada com o Acordo de Paris.


Entre os exemplos, o lançamento do Green New Deal Brasil, o GND-BR, com objetivo de gerar emprego e renda com o investimento em setores e atividades de baixo carbono, construção de uma infraestrutura resiliente e expansão dos serviços públicos para o atendimento da população. No plano, há previsão da criação de 9,5 milhão de postos de trabalho. Matéria da CNN traz mais detalhes.


A coalizão Governadores pelo Clima, que reúne 24 estados brasileiros, também aproveitou a conferência para buscar encontros com países doadores e arrecadar recursos para projetos climáticos.



Já o movimento negro imprimiu uma agenda de destaque durante o evento. Além de debates no Brazil Climate Action Hub e de articulações com outros países durante a conferência, ativistas lançaram a carta “Para controle do aquecimento do planeta - desmatamento zero: titular as terras quilombolas é desmatamento zero” e participaram da grande marcha pelas ruas de Glasgow organizada por jovens do movimento "Sextas-Feiras para o Futuro", lançado pela ativista sueca Greta Thunberg.


O historiador Douglas Belchior, do Coalizão Negra por Direitos, participou de discussões mais importantes da sociedade civil e de grupos subnacionais na COP26, em Glasgow. “Debate sobre clima é debate sobre direitos humanos. Diz respeito à vida das pessoas que ocupam territórios e que são, junto com os territórios, vítimas dos interesses econômicos que sugam da natureza tudo o que ela tem de riqueza sem se importar em repor, assim como suga a vida das pessoas. Justiça climática diz respeito ao direito à vida”, disse ao Portal Geledés.

Crédito: Andréia Coutinho Louback