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O Estado da Qualidade do Ar

Estudo organizado pelo WRI Brasil com cientistas e especialistas aponta que a poluição atmosférica é um assunto que carece de debate e integração entre ciência, sociedade civil e política



Problema ainda invisível aos olhos da maioria dos brasileiros, a poluição atmosférica não é apenas uma questão ambiental, assim como não causa consequências somente à saúde das pessoas. É o que mostra O Estado da Qualidade do Ar no Brasil, trabalho organizado pelo WRI com renomados cientistas e especialistas no tema (dentre os quais do iCS) para apresentar a maior sistematização de estudos sobre qualidade do ar no país – e seu impacto também na economia, na agricultura e outros setores.


O trabalho mostra que o país possui uma política nacional de controle da poluição do ar não implementada, com fragilidades jurídicas e sem cronograma claro de redução dos poluentes, responsáveis pela morte de mais de 50 mil brasileiros a cada ano. No dia 28 de janeiro, um webinar lançou a publicação, discutindo como a ciência, a sociedade civil e a política podem fazer a diferença na melhoria do ar respirado pelos brasileiros. Participaram do debate, sob mediação de Walter F. de Simoni, Coordenador de Clima e Cidades do WRI Brasil, Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, membro do IPCC e da Academia Brasileira de Ciências; Rodrigo Agostinho, Deputado Federal pelo Estado de São Paulo e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista; e Evangelina Vormittag, Diretora Executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade, médica e representante da Coalizão Respirar. Assista.


“Existem caminhos factíveis para a redução de emissão de poluentes atmosféricos, sendo que o controle de emissões oriundas especialmente de transporte, processos industriais e queimadas é essencial para o desenvolvimento socioeconômico e a mitigação das mudanças climáticas. O estudo aponta que o país já dispõe de um arcabouço legal que estrutura um sistema de gestão da qualidade do ar. Ainda assim, também existe a necessidade urgente de que esse arcabouço tenha mais segurança jurídica, preveja recursos, crie um cronograma claro e mandatório para a implementação das próximas fases dos padrões nacionais de qualidade do ar e gere incentivos claros para a implementação das ferramentas previstas nele”, diz trecho do sumário executivo. Faça o download.