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Evento discute implementação de tecnologias de emissão zero na nova concessão de ônibus em São Paulo

Iniciativa da C40 e ICCT, junto com a Prefeitura de São Paulo, tem a intenção de pavimentar caminho para o cumprimento da lei 16802 e integra o projeto ZEBRA



Iniciativa da C40 e ICCT, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, reuniu especialistas em transportes públicos em evento no dia 1º de outubro para discutir a implementação de tecnologias de emissão zero na nova concessão do transporte público da cidade. A iniciativa tem como intenção pavimentar o caminho para o cumprimento da Lei Municipal 16.802, que em 2018 estabeleceu prazo de 10 anos para redução de 50% das emissões de carbono dos ônibus usados no transporte municipal e de 20 anos para redução de 100%. O material particulado (MP), por sua vez, deve reduzir em 95% e a emissão de óxido de nitrogênio em 95% até 2028. O evento faz parte do projeto ZEBRA de acelaração da transição para ônibus zero emissões na América Latina, e São Paulo é uma das cidades apoiadas. Entre os temas abordados, destaque para os marcos regulatórios e legais de redução de emissões, tecnologias disponíveis apresentadas por fabricantes interessados no mercado nacional, mecanismos de financiamento para introdução de ônibus zero emissões apresentados por instituições financeiras e investidores, e modelos de negócio em casos reais de aplicação em cidades latino-americanas.



Ao todo, foram 107 pessoas de 60 instituições, incluindo 29 operadores privados, 4 fabricantes de ônibus zero emissões, 2 encarroçadoras e 7 agências financeiras (investidores e bancos). Como próximos passos, ficaram definidos:


- Apoio à estruturação de projetos e modelos de negócios para a transição tecnológica junto aos operadores privados locais e de articulação regional. Inclui definição de papeis dos atores e de soluções;

- Apoio ao sindicato de operadores SPUrbanuss na capacitação técnica de gestores e desenho de modelos financeiros que possam atender às necessidades de seus associados;

- Necessidade de envolvimento da área financeira do agente público para avaliar o impacto das alternativas de tecnologias zero emissão e dos diferentes modelos de negócio no equilíbrio econômico-financeiro dos contratos;

- Estudo de incentivos financeiros e técnicos que possam ser oferecidos aos operadores para viabilizar as tecnologias zero emissões como as mais viáveis técnica e financeiramente.

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