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Emenda de Kigali protagonista em live e cartilha

Frente Parlamentar Ambientalista realiza live sobre emenda que pede o fim dos HFCs para a refrigeração de aparelhos. Cartilha do Engajamundo explica detalhe por detalhe de sua importância


A Emenda de Kigali é um dos temas mais importantes no campo da eficiência energética hoje. Não à toa, ela foi protagonista de uma live da Frente Parlamentar Ambientalista, que narrou a sua importância e o estágio atual no Congresso, e de uma cartilha para todos os públicos elaborada pelo Engajamundo. Nela, há a história do Protocolo de Montreal, Tratado Internacional criado para alertar sobre as substâncias que destroem a Camada de Ozônio, e como a Emenda de Kigali traz uma nova categoria de substâncias que devem ser incluídas no protocolo: os Hidrofluorcarbonetos (HFCs), que contribuem diretamente para as mudanças do clima, com efeito 2000 vezes mais intenso do que o CO2.


O que a Emenda propõe é justamente um planejamento de transição para a modernização dos equipamentos, usando outros gases refrigerantes ou outras tecnologias de refrigeração. Caso o cenário proposto por Kigali seja atingido, o resultado será uma redução de 0,75ºC no aumento médio global da temperatura previsto. Com maior eficiência energética, mais economia também. No Brasil, após aprovações nas comissões da Câmara dos Deputados, a Emenda de Kigali aguarda sua deliberação na Casa desde 2019.


"A Emenda de Kigali é um dos únicos tratados sobre clima que encontra consenso entre os atores interessados sobre sua importância e seu caráter ganha-ganha para o Brasil. As organizações que compõem a Rede Kigali estão atuando em parceria com a associação do setor de refrigeração e ar condicionado - ABRAVA - para o convencimento dos deputados em aprovar a Emenda. Mas, apesar desse consenso e de toda a articulação desses atores, a Emenda encontra-se há quase 2 anos na mesa do Presidente da Câmara para inclusão na Plenária da Câmara. É uma demora que não encontra justificativa nenhuma. Perde o clima, perde a indústria nacional, perde a eficiência energética, perde o Brasil.”, explica Kamyla Borges, coordenadora da Iniciativa de Eficiência do iCS.