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Inclusão de eficiência energética em projeto da prefeitura de São Paulo.

Por Marisa Bastos


Entidades da sociedade civil formalizaram a inclusão de ações de eficiência energética no Procedimento Preliminar de Manifestação de Interesse (PPMI) para geração distribuída, instituído pela Prefeitura de São Paulo. O objetivo da Prefeitura é que diversos locais sob sua administração, dentre elas escolas, hospitais, postos de saúde e bibliotecas, sejam capazes de gerar a própria energia. Entidades da sociedade civil argumentam que os equipamentos com eficiência energética gastam menos energia para desempenhar suas funções. Segundo eles, a inclusão da eficiência energética ao projeto poderia reduzir ainda mais a conta de energia nos edifícios públicos e, também, reduzir o custo do investimento no projeto. De acordo com a Prefeitura, as informações colhidas via PPMI podem servir de base para a construção do edital de licitação.



De acordo com os dados divulgados pela Prefeitura de São Paulo os prédios com usos educacionais e de saúde são responsáveis por mais de 68% do consumo de energia do município. Estimativa do Procel Edifica demonstra que a inclusão da eficiência energética ao projeto, com base em experiências prévias, poderia reduzir a conta de energia das escolas em mais 30%, além dos ganhos previstos com a geração solar fotovoltaica.


Além disso, estudo realizado pela Mitsidi Projetos - em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS) - indica que a eficiência energética poderia reduzir os gastos com a aquisição de equipamentos para geração de energia solar. No estudo sobre edifícios eficientes, considerando o consumo de um prédio público administrativo padrão na capital paulista, a inclusão de estratégias de eficiência poderia reduzir a necessidade de instalação de até 200 painéis fotovoltaicos. A adoção de estratégias de eficiência energética também permitiria à Prefeitura tirar melhor proveito da eletricidade gerada, aumentando o percentual de atendimento da demanda dos edifícios públicos municipais a partir de fonte renováveis.

As entidades da sociedade civil - entre as quais estão o International Energy Initiative (IEI Brasil), a Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco) e o Instituto Clima e Sociedade – iCS - consideram o projeto uma importante iniciativa para promover a economia de energia e de recursos orçamentários para o município, além de exemplo para outras cidades brasileiras, fomentando a expansão da energia solar fotovoltaica no país. Por isso, acreditam ser fundamental a inclusão de medidas de eficiência energética como uma linha mestra do projeto da Prefeitura para potencializar os impactos da geração distribuída.


Para além da economia de energia e orçamentária, as entidades também reforçam que o projeto para a implantação de centrais geradoras de energia solar fotovoltaica é uma iniciativa efetiva e concreta de mitigação às mudanças climáticas e para o cumprimento das metas estabelecidas no Acordo de Paris, dentre as quais estão a redução dos gases de efeito estufa. O setor elétrico brasileiro é responsável por parte dessas emissões na produção de eletricidade a partir da queima de combustíveis fósseis. A saída é a substituição dessas fontes de geração por outras limpas, como a energia solar fotovoltaica.

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