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Disrupção para zerar as emissões de gases de efeito estufa até a metade do século

Por Gustavo Pinheiro


Desde a celebração do Acordo de Paris em 2015, a sociedade tem se engajado com cada vez mais energia no desenvolvimento e implementações de soluções reduzirmos drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. A urgência da transformação da economia global requer que alteremos radicalmente a produção e oferta de energia, os processos industriais, a forma como produzimos alimentos, como gerenciamos resíduos e como nos deslocamos, além de eliminarmos a destruição de florestas naturais em especial nos trópicos.


Para dar conta da velocidade de transformação requerida não bastam melhorias lentas e incrementais. Os impactos da mudança do clima global já começam a ser sentidos em diversas partes do planeta. A inovação disruptiva viabilizada com a quarta revolução industrial e as tecnologias digitais são novas ferramentas do arsenal disponível para acelerarmos a transição para uma economia de baixo carbono.



É neste contexto de senso de urgência e inovação disruptiva que surgem as hackatons, eu são maratonas de programação onde equipes competem pelo desenvolvimento das melhores soluções baseadas em tecnologia para desafios específicos. A mesma lógica vem sendo aplicada nos últimos anos para o desenvolvimento de soluções para os desafios impostos pela mudança do clima.


O Rio de Janeiro hospeda a segunda edição da Hacking Rio, a maior hackaton da América Latina, entre 18 e 20 de outubro, com mais de 1.000 hackers trabalhando ininterruptamente por 42 horas na disputa pelo prêmio de melhor solução para os desafios em 15 trilhas. Uma das trilhas será orientada por desafios relacionados à mudança do clima.



Os hackers terão a oportunidade de desenvolver soluções para alguns dos maiores desafios enfrentados pela sociedade Brasileira para avançar na transição para uma economia de baixo carbono.


A trilha de clima da Hacking Rio desafiará as equipes de hackers a aplicar a tecnologia para aprimorar o rastreamento de cadeias agropecuárias, agregar valor e desenvolver a bioeconomia, acelerar a implementação de energia solar distribuída, incentivar comportamento para estilos de vida mais sustentáveis, acelerar a prevenção e resposta a incêndios, degradação e desmatamento ilegal e ampliar o acesso à energia elétrica em comunidades remotas.

Encontros como a Hacking Rio mobilizam uma enorme inteligência coletiva em prol de transformações baseadas em tecnologia para alguns dos maiores desafios enfrentados pela humanidade. Constitui-se numa nova forma de fomento à inovação social e empreendedorismo de impacto, uma forma contemporânea de fomentar transformação social em escala com o uso de novas tecnologias. Acompanhe!



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