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Desmatamento na Amazônia aumentou 29,5% entre agosto de 2018 e julho de 2019

Levantamento é do sistema PRODES, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Ao todo, 9.762 KM2 de floresta foram desmatados no período.


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou em novembro dados alarmantes para o futuro da Amazônia: 9.762 km2 de floresta foram desmatados entre agosto de 2018 e 31 de julho de 2019, alta de 29,5% em relação ao período anterior - maior percentual desde 1998. O cálculo do PRODES reafirma uma curva de aumento, mas extrapola qualquer número anterior.

“De fato, uma tendência de alta do desmatamento desde 2012, só que a variação anual média é de 10,2%. Desta vez foi 29,5%. Quase o triplo”, afirma Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, para o jornal O Globo.

Na GloboNews, André Trigueiro conversou ao vivo com Tasso Azevedo (do SEEG), Sergio Leitão (Instituto Escolhas) e Roberta Guidce (Observatório do Código Florestal) sobre os resultados no programa Cidades e Soluções.

“Os números confirmam as tendências apontadas por outros sistemas de baixa resolução, como DETER/INPE (49,6% de aumento) e SAD/Imazon (15% de alta). Considerando o período regular de análises do PRODES, esse resultado ainda não captura os altos índices de desmatamento notados pelo DETER em agosto (1.702 km2) e setembro de 2019 (1.447 km2), o que produzirá efeitos nas taxas de desmatamento de 2019/2020. Os números e resultados foram apresentados em uma conferência de imprensa pelos ministros Ricardo Salles (Agricultura) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) na sede do INPE, em São José dos Campos. Confira mais aqui”, explica Gabriel Lui, coordenador do portfólio de Uso da Terra e Sistemas Alimentares do iCS.

Taxas de desmatamento na Amazônia entre 1998 e 2019 – PRODES/INPE. De acordo com os procedimentos de anúncio do PRODES, o relatório de 2018/2019 é preliminar e será confirmado no primeiro semestre de 2020.


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