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Como a descarbonização da aviação pode ajudar o setor marítimo?

Os dois setores são grandes emissores de gases de efeito estufa, e por isso as duas associações internacionais que os regem têm metas de redução. Estudo da COPPE/UFRJ comissionado pelo iCS mostra alternativas


Não é novidade para ninguém: os setores de navegação marítima e de aviação internacional são grandes emissores de gases de efeito estufa (GEE). Nas próximas décadas, a previsão é que elas aumentem ainda mais. Em um momento no qual a comunidade internacional se une para uma economia de baixo carbono, as associações de cada setor – Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) e Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês) – estabeleceram metas de redução de emissões.


O iCS, que está na delegação brasileira do Comitê de Meio Ambiente Marinho da IMO, comissiona estudo para avaliar as sinergias da produção de combustíveis de baixo carbono para os setores de aviação e de transporte marítimo. Em desenvolvimento pelo Cenergia Lab, grupo de pesquisa do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ, o trabalho teve seus primeiros resultados apresentados no webinar "Sinergias entre as metas de descarbonização dos setores marítimo e de aviação" pelo professor Alexandre Szklo, um dos líderes do estudo.


“Coprodução é a ideia de que várias plantas, hoje sendo implementadas, ou estudadas ou em estágio de implementação, focadas na produção do querosene de aviação a partir sobretudo de biomassa, mas não apenas, coproduzem frações que são adequadas a compor o combustível marítimo internacional. Pelo lado da oferta vemos a oportunidade de uma sinergia na estratégia. Também vemos sinergias nas metas”, explica Szklo. Ou seja, a descarbonização do setor de aviação pode ser benéfica para o setor marítimo também.


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