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Desalinhamento oficial

MME e INMETRO discordam sobre prazo para aumentar a rigidez nos padrões de eficiência energética de geladeiras. Aparelhos mais eficientes podem gerar economia de R$ 101 bilhões


Você sabia que geladeiras mais eficientes podem gerar economia de R$ 101 bilhões até 2030 para o bolso dos consumidores? Este é um dos principais resultados do estudo do Instituto Escolhas “O que você ganha com uma geladeira que consome menos energia”, lançado online com participação de Kamyla Borges, Coordenadora da Iniciativa de Eficiência Energética do iCS. O governo federal, no entanto, parece não estar alinhado em relação ao tema.


Enquanto o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), Carlos Pires, destacou no evento que, embora os aparelhos vendidos no mercado tenham em sua maioria o selo A, o mesmo encontra-se muito defasado em relação ao resto do mundo, e por este motivo concorda com a necessidade de ter critérios mais rígidos o quanto antes. E ainda lembrou que a indústria de geladeiras recebe subsídio com desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de R$ 500 milhões por ano para incentivar a eficiência energética, e, portanto, essa redução de impostos precisa ser devolvida em forma de benefício para a sociedade.


O INMETRO, porém, pensa diferente, pelo menos na urgência. Ainda que tenha admitido que a revisão das etiquetas esteja atrasada (já são 15 anos, afinal, desde a última), Danielle Assafin, representante do órgão, acredita que não é possível estabelecer novos critérios de eficiência energética de imediato, pois é necessário “dar tempo para a indústria”. Segundo ela, a proposta que está em consulta pública pretende que nos próximos dez anos tenhamos uma etiqueta condizente com o que o INMETRO entende como padrão de eficiência energética.


Veja mais e acompanhe esse debate.


Para conhecer os resultados do estudo, acesse o sumário e o relatório completo no site do Escolhas.