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Modernização do carvão?

Engie admite que pode fechar Complexo Térmelétrico Jorge Lacerda até 2025, enquanto MME cria GT para “modernização do carvão”. iCS defende fim dos subsídios e uso do valor restante por lei para transição justa


A Engie Brasil admite que pode fechar o complexo térmico Jorge Lacerda (SC, 857 MW), composto por três usinas, de forma escalonada, com início em 2023 e encerramento das operações em 2025. Tudo dependerá, no entanto, do melhor plano social e econômico para a região, explicou o CEO da empresa, Eduardo Sattamini. Na contramão da possibilidade de fechamento do complexo está a formação de um Grupo de Trabalho no Ministério de Minas e Energia para “modernização do carvão”, que pretende estender o subsídio à queima do carvão, hoje de R$ 700 milhões/ano (pago pelos consumidores de energia elétrica). Por lei, o subsídio termina em dezembro de 2027, mas as empresas de mineração já atuam pela extensão em mais 20 anos. O iCS defende o fim do subsídio no prazo da Engie, utilizando o valor restante até 2027 para uma transição justa aos trabalhadores da mineração e aos municípios onde ela ocorre.


Crédito: Engie