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Como foi a Climate Week Salvador para os nossos donatários?

Atualizado: 11 de Set de 2019

Conversamos com alguns dos nossos donatários para ouvir como foi a experiência de participar da Semana do Clima, realizada – pela primeira vez – no Brasil. Confira os depoimentos:


“A Climate Week pra gente foi um espaço muito bom para fortificar a ação climática de jovens da América Latina e Caribe. Além disso foi um espaço interessante para entender os compromissos do Governo Federal, que são quase nulos, e a importância dos estados e municípios para a efetivação de políticas públicas sobre clima aqui no Brasil”. - Iago Hairon, membro do comitê facilitador do Engajamundo

Leia uma matéria publicada no Catraca Livre que conta como foi o protesto dos jovens contra o desmonte da política ambiental do governo Bolsonaro aqui!

Crédito: Kinda Silva / Engajamundo Na analogia, os três macacos mensageiros foram representandos pelo Inpe, governo e Ibama

Crédito: Kinda Silva / Engajamundo Voluntários protestam contra desmonte dos órgãos ambientais

“O painel cumpriu o objetivo de aprofundar o debate em torno dos desafios climáticos e ambientais nas cidades e dar maior visibilidade ao trabalho feminino na política municipal. O diálogo entre a realidade prática de seis prefeitas oriundas de quatro regiões diferentes do país e o conhecimento técnico das especialistas convidadas para o painel produziu um rico conteúdo que pretende ser um pontapé inicial.

Há uma urgência em fortalecer o debate público em torno dessa agenda para inspirar outras lideranças a se comprometerem com essa pauta, e trilhar caminhos para ampliar a participação das mulheres no debate sobre proteção e justiça climática, cujos espaços hegemônicos ainda são majoritariamente dominados por homens.


Instituto Alziras

Pessoalmente, estar nesse espaço de debate e mobilização trouxe reflexões sobre as oportunidades existentes para qualificar a abordagem sobre clima e gênero. Esperamos com nosso trabalho aprofundar cada vez mais essa discussão e fazer isso a partir de parcerias com organizações especializadas no tema da proteção e da justiça climática no nível subnacional” – Marina Barros, diretora-executiva do Instituto Alziras


“Para mim, a Climate Week foi uma lembrança de à medida em que os riscos climáticos que, um dia foram de médio e longo prazo, passam a se materializar, ações "na ponta" ficam mais relevantes. Ou seja, ultrapassam as discussões internacionais e esfera do governo federal, e passam a ser parte da agenda das empresas e prefeituras, com apoio da sociedade civil e financiadores. Isso contrasta com incertezas que ainda pairam sobre mercado de crédito de carbono, o atingimento das NDC e sua limitação do aumento da temperatura - temas que também vimos na Climate Week.
Sitawi

Como resultado desse cenário, espero que mais cidades sigam bons exemplos - como o de Salvador e de cidades estrangeiras - para iniciativas estruturadas de resiliência climática. E que as empresas de setores-chave para esta transição estejam envolvidas e aproveitem seu posicionamento. Para isso, será necessário considerar a questão climática na estratégia para acessar diferentes tipos de capital: instituições financeiras multilaterais, agências de cooperação internacional, bancos de desenvolvimento regionais, setor privado e mercado de capitais”, Guilherme Teixeira, consultor sênior de finanças sustentáveis da Sitawi Finanças do Bem



"Foi extremamente gratificante ver a efervescência das discussões da Climate Week que, sem dúvida, são um marco histórico. Nunca tivemos um público tão expressivo e qualificado nas edições anteriores, com forte representatividade de vários países e especialmente brasileira - o que mostra como esse tema vem ganhando relevância no país. Particularmente para o CEBDS, foi um evento extremamente proveitoso, pois pudemos avançar em relação a um maior consenso em torno das discussões sobre mecanismos de negociação de carbono, e rumo a um posicionamento para ser levado sobre o tema para a COP25". – Marina Grossi, presidente do Cebds

“A Semana do Clima em Salvador foi um período de grande troca de conhecimento e experiência de várias entidades que atuam nessa região do planeta. Apesar de não ter podido ficar a semana toda, tive a grata satisfação de participar do Diálogo Multinível – Sistema de MRV do Brasil, realizado pelo ICLEI América do Sul, onde pude constatar o alto nível das discussões em torno de possíveis estratégias de governos subnacionais e outras instituições nos esforços de implementação da agenda climática nacional. Foi também com muita satisfação que assisti ao Encontro Internacional sobre Clima e Emprego, onde o iCS promoveu um debate extremamente oportuno pautado nos desafios e oportunidades sobre trabalho no contexto das mudanças climáticas, lançando luz sobre questões que tanto afligem aqueles que ainda estão por decidir seus rumos profissionais. Outro evento que merece destaque, dentre tantos, foi a discussão promovida pelo CEBDS em torno da regulamentação do Artigo 6 do Acordo de Paris, onde as discussões evidenciaram as diferentes perspectivas e posicionamentos das partes, principalmente do Brasil.” - Carolina Dubeux, COPPE-UFRJ



“A iniciativa “Fé no Clima” esteve presente na Semana do Clima da América Latina e Caribe, representada pela Mãe Flavia Pinto, liderança religiosa da Casa do Perdão e uma das fundadoras do Fé no Clima e por mim, Moema Salgado, coordenadora da iniciativa. Tivemos a oportunidade de assistir a diferentes debates, painéis e palestras sobre a crise climática e os esforços de mitigação. Muitas mesas apresentavam experiências inovadoras, na maioria dos casos, ocorridas na esfera local (municipal e estadual) - o que reforçou, para nós, a constatação de que o nível subnacional é e será o espaço mais adequado para estratégias de resiliência e ação de combate ao aquecimento global. CONTINUE LENDO!”. Moema Salgado, coordenadora da iniciativa Fé no Clima (ISER)

"A participação da 350.org América Latina durante a Climate Week Salvador foi bastante intensa e positiva. Durante a semana de atividades, conhecemos e reencontramos jornalistas de veículos nacionais, entre eles Valor, Folha de S. Paulo, ClimaInfo, Colabora, TV Globo, SBT; e globais, como Reuters, AFP e AP; importantes para a cobertura de pautas ambientais. Além disso, obtivemos bons resultados de imprensa no próprio evento, como uma entrevista de mais de três minutos de nosso diretor regional, Rubens Born, para o Jornal da Manhã, da afiliada da TV Globo na Bahia, sobre a necessidade da transição energética no Brasil. Também tivemos a oportunidade de nos encontrar com outras entidades que trabalham questões relacionadas ao meio ambiente e clima e amigos do movimento socioambiental. CONTINUE LENDO! - Suelita Röcker, gestora de campanhas da 350.org Brasil e Ilan Zugman, organizador de campanhas da 350.org América Latina

“A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura participou de dois eventos na Climate Week Salvador, ambos do bloco temático “Nature-based Solutions”: dia 20/08, André Guimarães representou o movimento no evento “How Business and Government Can Advance Policies that Fast Track Zero-Carbon Economic Growth”, organizado pelo Global Compact; e dia 21, Pedro Soares falou sobre REDD+ na sessão "Positive incentives and challenges for action: REDD+ results-based payments through public and private sources at national and jurisdictional levels", organizado pela UNDP, com apoio de UNEP, FAO, IETA, WWF, TNC e CONEXSUS. Além disso, prestigiamos uma série de eventos de nossos membros, como Abag, Agroicone, Cebds, CDP, Idesam, Imaflora, Instituto Arapyaú, MapBiomas, Natura, WRI, WWF, dentre outros.

Representantes do Ministério do Meio Ambiente participaram da programação da semana e foram criticados pelos participantes. Um conjunto de dados sobre o cumprimento da NDC brasileira foi apresentado e questionado pela plateia. Por outro lado, houve grande participação dos governos estaduais nas discussões, com a manifestação de compromissos com a agenda climática, além de uma grande mobilização dos diversos atores para discussão do Art. 6º do Acordo de Paris, com destaque para a liderança do CEBDS. No geral, houve alta participação de empresas, do Brasil e da América Latina, o que sinaliza um compromisso do setor com a agenda e possibilidade de continuidade das ações empresariais na COP 25, no Chile. O desenvolvimento de muitas iniciativas do Brasil e da América Latina evidencia importantes avanços técnicos para o combate às mudanças climáticas, enquanto ainda há um grande desafio de engajamento de atores e de comunicação sobre essas questões. Por fim, o espaço do evento foi um ponto destacado por muitos participantes, sendo que a disposição da praça de alimentação foi mencionada na plenária de encerramento como algo que propiciou momentos de encontro e diálogo entre pessoas diversas” – Luana Maia, diretora da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura

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