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Caminhos para redução de emissões na aviação e navegação internacional

Segunda parte do estudo “Sinergias entre as metas de descarbonização dos setores marítimo e de aviação” é apresentada com foco nos modelos de análise integrada, baseado nas metas de redução de GEE da Imo e da IATA


No boletim de julho, falamos sobre a primeira fase do estudo “Sinergias entre as metas de descarbonização dos setores marítimo e de aviação”, da Cenergia Lab (COPPE-UFRJ), que aborda as sinergias da produção de combustíveis de baixo carbono para os dois setores. Nesta, foram avaliados os diferentes aspectos das rotas tecnológicas que podem co-produzir combustíveis. Agora, um segundo webinar apresenta os resultados da segunda fase, com Roberto Schaeffer, um dos responsáveis pelo estudo ao lado de Alexandre Szklo. Ela buscou avaliar as sinergias através de modelos de análise integrada.


“Estamos olhando aqui as metas da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês) e metas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) para a descarbonização do setor de navegação e do setor de aviação internacional. Estamos entendendo que há uma preocupação com mudanças climáticas, e temos o Acordo de Paris de 2015, onde cerca de 192 economias do mundo concordaram em metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. À medida que a aviação e a navegação internacional não fazem parte das metas dos países, existe essa preocupação e há as metas da IMO e da IATA. Este projeto visa o atendimento destas metas e como ele pode levar a sinergias no tipo de combustível que se pode escolher para os dois setores. Na primeira fase, olhamos desde óleos vegetais, microalgas, cana de açúcar, milho, outras biomassas, a possibilidade de eletrocombustíveis e as tecnologias necessárias para se converter estas fontes de carbono e hidrogênio em combustíveis apropriados para navegação e/ou aviação”, explica Schaeffer.

Na segunda fase, o projeto mostra o uso de um modelo integrado que está sendo desenvolvido pelo Cenergia Lab há quase vinte anos, e que observa não apenas navegação e aviação, mas também todas as demandas de bens e serviços da economia brasileira de agora até 2050. Isso inclui consumo de energia, consequentes emissões dessa produção, demanda por petroquímica, por produtos agrícolas, por água, entre outros. O modelo representa rotas de combustíveis fósseis e também de não fósseis, podendo produzir tipos de derivados para navegação e aviação, e também óleos vegetais, etanol, biomassas, resíduos e rotas de hidrogênio, a partir dos quais é possível montar os combustíveis necessários para os dois setores. Assista!