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Aviação e emissões de gases de efeito estufa

Pesquisa recente do IDESAM encomendada pela Aliança Redd+ Brasil ao Ideia Big Data mostra que 70% dos passageiros consideram que a compensação das emissões de carbono é um diferencial para uma companhia aéreas.



Em 2018, o IDESAM (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) liderou estudo junto com o iCS de análise dos desafios e oportunidades para o Brasil entrar no mecanismo internacional (CORSIA, na sigla em inglês) que visa reduzir as emissões do setor aéreo. Agora, o trabalho entrou na segunda fase. Ao lado do Instituto Big Data, foi realizada a pesquisa “A opinião dos consumidores sobre o papel da aviação civil internacional para o combate as mudanças climáticas” nos principais aeroportos brasileiros. 68% dos entrevistados afirmaram: aceitariam pagar entre 5 e 8 reais a mais por passagem se soubessem que os recursos seriam utilizados na compensação das emissões do voo. A fim de compreender 800 passageiros de voos internacionais foram ouvidos entre 1 e 10 de abril deste ano.



“Depois da primeira fase do trabalho, em que fizemos um estudo para entender os perfis de emissões de cada companhia aérea, quanto custaria para compensá-las, entre outros pontos, fomos perguntar para os próprios passageiros sobre, por exemplo, o que sabiam a respeito da relação entre o voo no qual estavam próximos a embarcar e as mudanças climáticas e se pensavam em alguma companhia aérea que apresentasse boas práticas sustentáveis – ninguém soube responder essa última. Jovens e mulheres são os mais engajados e mais dispostos a pagar pelas compensações, assim como pessoas que pertencem à Classe C”, avalia Pedro Soares, Gerente de Mudanças Climáticas REDD+ no IDESAM.

Confira a repercussão na Folha de S. Paulo, Veja, Página 22 e ClimaInfo.

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