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Ana Toni, Emilio La Rovere e Mercedes Bustamante discutem neutralidade climática

Brasil afirmou que pretende chegar à neutralidade climática em 2050. Em artigo na Folha de S. Paulo, especialistas debatem os planos do país para cumprir o objetivo

“A neutralidade de carbono ocorre com a redução das emissões ao máximo através de ações de mitigação, e a compensação das emissões residuais integralmente por sumidouros, naturais (como vegetação nativa) ou artificiais (tecnologias de sequestro e estocagem de carbono)”, explicam Ana Toni, diretora-executiva do iCS, Emilio La Rovere, professor titular do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ, e Mercedes Bustamante, professora titular do Departamento de Ecologia da UnB e membro da Academia Brasileira de Ciências, neste artigo na Folha de S. Paulo.

No entanto, o anúncio, pelo presidente Jair Bolsonaro, durante a Cúpula de Líderes sobre o Clima em abril, de que o país busca a neutralidade climática até 2050, não significa que há um plano para isso. É no planejamento de metas intermediárias e setoriais (como indústria, transporte, energia, agricultura, florestas etc.) para 2020-2030 e 2030-2050 que seria possível ter certeza se a meta de neutralidade implica ou não em maior ambição.

A adoção de ações de mitigação de curto prazo no Brasil, porém, é inviabilizada em função da ausência justo de um instrumento de planejamento para a implementação das metas nacionais, principalmente no setor de uso da terra. E, para completar, as emissões brasileiras estão aumentando.