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Aquecimento global ameaça esportes no Brasil, segundo Observatório do Clima

No relatório “Mais Longe do Pódio – Como as Mudanças Climáticas Afetarão o Esporte no Brasil”, o donatário do iCS Observatório do Clima investigou as consequências do calor excessivo no país para as práticas esportivas. Além de dificultar a quebra de recordes e prejudicar o desempenho dos atletas, a mudança do clima também pode afetar a saúde dos esportistas e colocar suas vidas em risco.


A Olimpíada do Rio, apesar de ser realizada no inverno, tem registrado temperaturas acima do ideal para esportes como a maratona. Nos eventos-teste realizados no ano passado, muitos dos horários tiveram que ser alterados. Mesmo assim, alguns atletas não conseguiram finalizar provas devido ao calor rigoroso. É o caso da marcha atlética, em que 11 dos 18 competidores tiveram problemas quando as temperaturas chegaram aos 38ºC.


Além de alterar calendários, as temperaturas mais altas vão exigir mais atenção e tecnologia voltada à saúde e à adaptação térmica. Como o organismo humano tem uma faixa estreita de temperatura na qual pode funcionar, há riscos de atletas literalmente morrerem de calor.


O relatório utilizou dados de modelos globais de clima para montar um mapa de risco à prática de esportes nas capitais do Brasil até o fim do século. No pior cenário de emissões estabelecido pelo IPCC, painel de clima da ONU, 12 cidades terão restrição a qualquer atividade física ao ar livre em certos períodos do ano. Em Manaus, essa restrição seria durante o ano inteiro.

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