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Amazônia vive em 2021 seu pior ano de desmatamento em uma década

Dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, indica que a devastação foi 29% maior do que a de 2020, ano que já havia sido recorde desde 2012


Agora, em fevereiro de 2022, já é possível afirmar: a floresta amazônica viveu o seu pior ano em uma década em 2021. Quem mostra isso é o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). “De janeiro a dezembro, foram destruídos 10362 km² de mata nativa, o que equivale à metade de Sergipe. Apenas em relação a 2020, ano em que o desmatamento na Amazônia já havia ocupado a maior área desde 2012, com 8.096 km² de floresta destruídos, a devastação em 2021 foi 29% maior”, diz nota no site da entidade. Outro dado que chama atenção é o fato de que, ao cruzar as áreas desmatadas com o banco de dados do Cadastro Nacional de Florestas Públicas do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), os pesquisadores observaram que 47% de todo o desmatamento registrado na Amazônia ano passado aconteceu dentro de territórios federais.


Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon, explica o que deve ser feito. “Para combater o desmatamento, é necessário intensificar a fiscalização, principalmente nas áreas mais críticas. Aplicar multas e embargar áreas desmatadas ilegalmente”, finaliza.


Crédito: Victor Moriyama/Amazônia em Chamas/Divulgação Greenpeace (foto retirada do site do Imazon)