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Desigualdades urbanas e mudanças climáticas: Manaus

Projeto Amazônia Legal Urbana lança paper com análises socioespaciais sobre os impactos das mudanças climáticas na capital do Amazonas, município com terceiro pior IDHM do país


A cidade de Manaus (AM) apresenta grave desigualdade racial, étnica e de gênero a partir de análises socioespaciais sobre os impactos das mudanças climáticas. Mais do que isso, o município tem o terceiro pior índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país e densidade populacional de 2.035 hab/km². Estas são informações disponíveis no paper “As desigualdades urbanas e a metrópole regional em tempos de mudanças climáticas: Uma análise socioespacial de Manaus (AM)”, realizado pelo Projeto Amazônia Legal Urbana e lançado no dia 28 de abril.


“Assim como em outras tantas cidades brasileiras, em Manaus as condições de vida e saúde são afetadas por diversos contextos, entre eles as mudanças climáticas por meio de uma série de mecanismos, como o aumento do calor, a má qualidade do ar e eventos climáticos extremos, e também através de mudanças (enchentes, por exemplo) que alteram doenças transmitidas por vetores, reduzem a qualidade da água e aumentam a insegurança alimentar. A segregação socioespacial da cidade, local onde vive a maioria da população, é impactada por ocupações insalubres, falta de rendimentos, má qualidade da água e do ar e insegurança alimentar, tornando os habitantes ainda mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos”, explica trecho do release de divulgação.

As vulnerabilidades, mostra o estudo, diferem de acordo com grupos raciais e étnicos, aprofundando as desigualdades de gênero. Não à toa, o texto e a pesquisa referenciam alguns Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, como o 1 (Erradicar a pobreza em todas as formas e em todos os lugares), o 5 (Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas), o 6 (Garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água potável e do saneamento para todos), o 10 (Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países), o 11 (Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis), e o 13 (Tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos).


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