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Caminhos amazônicos

Primeiro webinário do OCAA mostrou dois estudos e duas visões um pouco diferentes sobre as consequências do acordo comercial EU-Mercosul para a floresta amazônica


Foi ao ar o primeiro episódio da série OCAA Webinários (Observatório de Comércio e Ambiente na Amazônia), aprofundando sobre as possíveis consequências do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a floresta amazônica; assinado em 2019 após duas décadas de negociações, ainda precisa ser ratificado pelos 31 Estados envolvidos para entrar em vigor. O debate se baseou em dois estudos sobre o tema e suas conclusões distintas a respeito da relação desmatamento e desenvolvimento: Is the EU Mercosur Agreement Deforestation Proof?, do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), e Sustainability Impact Assessment, da London School of Economics.


Stefania Lovo, especialista sênior em análise ambiental da universidade britânica, disse que o acordo deve aumentar o crescimento do setor agrícola e que o futuro do meio ambiente no Brasil depende mais de políticas públicas internas. Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon, por outro lado, apresentou um levantamento que mostra aumento significativo no desmatamento em 189 países três anos após acordos comerciais internacionais entrarem em vigor. Segundo ele, há sim possibilidades de o Brasil produzir sem desmatar, mas as atuais condições políticas do país indicam risco real de efeito contrário.


Assista.



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