• iCS - Clima e Sociedade

Abertura das Olimpíadas traz discussão da mudança de clima para 3 bilhões de pessoas

A abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016 foi usada como meio para uma mensagem ainda pouco difundida: a urgência do aquecimento global. Com um público de 3 bilhões de pessoas, esta foi “provavelmente a maior audiência da história para a temática do clima”, afirmou o donatário do iCS Observatório do Clima.


Um vídeo produzido pelo cineasta Fernando Meirelles, co-diretor da festa, guiou o público pelo degelo das calotas polares, recordes de temperatura batidos nos últimos anos, aumento do nível do mar e a importância das florestas para o ciclo de carbono. O curta teve consultoria científica do físico Paulo Artaxo, da USP, membro do IPCC, e do engenheiro florestal Tasso Azevedo, coordenador do SEEG (Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa), do Observatório do Clima.


Um gráfico em espiral mostrou o aumento de temperatura desde 1850, e uma projeção retratou o efeito esperado da subida do mar em cidades como Rio, Xangai, Amsterdã e Dubai. A mensagem foi finalizada com o poema A Flor e a Náusea, de Carlos Drummond de Andrade, lido pelas atrizes Fernanda Montenegro e Judi Dench em português e inglês.


Além do vídeo, o tema da sustentabilidade permeou toda a cerimônia. A pira olímpica, acendida pelo maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, é a menor da história dos Jogos. O objetivo é alertar sobre a emissão de gases poluentes no mundo. Cada atleta que participou do desfile das delegações plantou uma semente de árvore para um bosque em Deodoro, um dos pontos de competição. Ao final, as sementeiras explodiram em verde para formar os anéis olímpicos.

iCS - Instituto Clima e Sociedade 2020 | Todos os direitos reservados