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A energia da eficiência

Instituto E+ Energia lançou o estudo “Energia e Desenvolvimento no Brasil”, de José Goldemberg, em debate entre o autor e Fernando Henrique Cardoso; publicação narra importância da eficiência energética



O Instituto E+ Transição Energética lançou, em debate online que envolveu o ex-Presidente da República Fernando Henrique Cardoso e José Goldemberg, Secretário de Meio Ambiente da Presidência da República durante a Rio-92 e ex-Ministro da Educação, o estudo “Energia e Desenvolvimento no Brasil”, de autoria de Goldemberg, hoje professor emérito do Instituto de Energia e Ambiente da USP. O trabalho, com apoio do iCS, revisita o artigo publicado em 1998 pelo mesmo autor, no qual demonstrava o impacto da energia no desenvolvimento social e como o Brasil poderia obter a energia necessária e assim atingir o nível da União Europeia (EU) de qualidade nos serviços básicos oferecidos à população.


No documento atual, Goldemberg mostra a estimativa necessária de energia para que, até 2040, o brasileiro tenha um nível de vida que se compare aos países da UE atualmente. A publicação oferece uma ênfase especial ao papel da eficiência de utilização desses recursos e também à adoção de tecnologias avançadas, capaz de evitar a trajetória poluente utilizada no passado pelos países industrializados. E ele reforça: o desenvolvimento do Brasil apenas será possível caso o país oriente suas políticas públicas ao aumento da eficiência energética.


Durante o webinar, o professor explicou que o sistema energético brasileiro se baseia desde 1930 em produzir energia, com uma “intuição” de que a energia e o PIB crescem juntos. No começo da década de 90, explica, a ideia começou a ser sofisticada nos Estados Unidos e Europa, com a percepção de que a energia poderia ser usada de forma mais eficiente – e o artigo de 1998 veio na esteira desse conceito.


FHC, por sua vez, também destacou a importância da eficiência energética. Segundo ele, o progresso acontece quando aumenta-se a eficiência, e não a oferta – ser mais ágil na produção/entrega e oferecer a preços mais baratos para que mais pessoas utilizem o serviço com a mesma quantidade de esforço despendido. Para tanto, explica, as políticas públicas são fundamentais.


Confira o estudo aqui e o bate-papo completo aqui.

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